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O processamento em nuvem é uma tecnologia que tem sido cada vez mais adotada por empresas de todos os tamanhos e setores. De acordo com um estudo da FGVcia divulgado em abril de 2023, 42% das empresas no Brasil já utilizam a nuvem para processamento, o que mostra que a tecnologia já é bem difundida no país. No entanto, ainda há muito potencial para esse mercado, e neste artigo vamos analisar as razões para isso.
Antes de entrarmos na análise do estudo da FGVcia, é importante entendermos o que é o processamento em nuvem. Basicamente, ele consiste em executar processos computacionais em servidores remotos, que são acessados pela internet. Isso permite que as empresas possam utilizar recursos de processamento, armazenamento e rede de forma escalável e flexível, sem precisar investir em infraestrutura própria.
Um dos principais benefícios do processamento em nuvem é a redução de custos. Ao utilizar servidores remotos, as empresas não precisam investir em hardware e infraestrutura de rede, o que pode representar uma economia significativa. Além disso, como os recursos em nuvem são escaláveis, é possível aumentar ou diminuir a capacidade de processamento conforme a demanda, o que evita o desperdício de recursos. Na Inflow Tech temos muitos clientes de nossas consultorias de processos que optam por essa modalidade.
Outra vantagem do processamento em nuvem é a flexibilidade. Como os recursos são acessados pela internet, é possível trabalhar de qualquer lugar que se esteja, desde que se tenha uma conexão com a internet. Isso permite que as empresas possam adotar modelos de trabalho remoto e flexível, o que tem se tornado cada vez mais importante na retenção de talentos.
Voltando ao estudo da FGVcia, podemos observar que o uso da nuvem para processamento já é bastante difundido no Brasil. No entanto, ainda há um grande potencial de crescimento, principalmente entre as empresas de pequeno e médio porte. Segundo o estudo, apenas 28% das empresas com até 50 funcionários utilizam a nuvem para processamento, enquanto esse número sobe para 64% entre as empresas com mais de 500 funcionários.
Essa diferença pode ser explicada pela falta de conhecimento e recursos por parte das empresas menores. Muitas vezes, essas empresas não têm um departamento de TI estruturado e acabam optando por soluções mais simples e baratas, como planilhas e softwares instalados em computadores locais. No entanto, essa estratégia pode limitar o potencial de crescimento dessas companhias, já que elas não conseguem escalar seus processos de forma eficiente.
Outro fator que pode explicar o potencial de crescimento do mercado de processamento em nuvem é a evolução da tecnologia. Com o avanço do 5G e da Internet das Coisas (IoT), por exemplo, a quantidade de dados gerados pelas empresas tende a aumentar significativamente nos próximos anos. Para lidar com essa demanda, as empresas precisarão de recursos de processamento cada vez mais robustos, o que pode impulsionar esse mercado.
Além disso, a nuvem também pode ser uma opção interessante para as empresas que precisam de recursos de inteligência artificial e machine learning. Essas tecnologias exigem um grande processamento de dados e, por isso, podem ser mais facilmente executadas em nuvem. Isso porque a nuvem permite que as empresas acessem recursos de processamento de alto desempenho e que são capazes de lidar com grandes volumes de dados. O que pode ser especialmente útil para empresas que estão buscando inovar e encontrar novas oportunidades de negócios. É um mundo novo a ser explorado e vale a pena estar no radar das PMEs.





